Porque é que o Consumo do meu Abrasivo é muito Elevado?

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O elevado consumo de abrasivo raramente possui apenas uma causa. Normalmente trata-se da combinação entre abrasivo inadequado para a operação, configurações operacionais incorretas, falta de manutenção adequada dos equipamentos e falta de controlo e otimização do processo.

Causas e soluções para reduzir o custo por m² no jateamento:

Nos processos de preparação de superfícies por jateamento, em equipamentos de ar comprimido ou de turbinas, um consumo excessivo de granalha ou abrasivo é frequentemente interpretado como um problema relacionado com a qualidade do produto.

Na realidade, o consumo específico do abrasivo depende de um conjunto muito mais amplo de fatores técnicos e operacionais, incluindo:

  • tipo de abrasivo;
  • dureza e tenacidade;
  • geometria das partículas;
  • reciclabilidade;
  • velocidade de impacto/pressão de trabalho;
  • superfície a tratar (ex: dureza, estado);
  • configuração da instalação;
  • controlo do processo.



O que é o consumo específico de abrasivo?

O consumo específico representa normalmente a quantidade de abrasivo consumido por m² tratado.

Este valor pode variar drasticamente conforme:

  • o abrasivo utilizado;
  • o número de ciclos de reutilização;
  • o processo de recuperação e recirculação.
  • e as condições operacionais.


Quais as granalhas ou abrasivos com maior durabilidade?

O tipo de granalha ou abrasivo a usar estipulam desde logo uma determinada durabilidade expectável.

(nota: os valores apresentados são estimativas e variam de acordo com a qualidade de fabrico e condições de aplicação).

Quais os principais fatores que influenciam a durabilidade do abrasivo?

  1. 1. Qualidade metalúrgica e tenacidade

A durabilidade de uma granalha metálica depende fortemente:

  • da qualidade do aço;
  • da microestrutura;
  • do tratamento térmico;
  • da presença de inclusões;
  • e da resistência à fadiga por impacto.

  1. 2. Dureza do abrasivo
  2. A dureza influencia:

  3. agressividade;
  4. velocidade de limpeza;
  5. perfil de rugosidade;
  6. e taxa de quebra do abrasivo.

Deve-se encontrar o equilíbrio em dureza e durabilidade, sendo que granalhas demasiado duras podem limpar mais rapidamente, mas quebram igualmente mais facilmente, aumentando o consumo e a geração de poeiras. As normas internacionais aplicáveis, como a ISO 11124 devem ser cumpridas ou superadas, assim como requisitos específicos do processo.

  • 3. Geometria das partículas

A forma do abrasivo altera significativamente o seu comportamento.

Granalha esférica:

  • menor fragmentação;
  • menor desgaste;
  • menor “rugosidade”;
  • maior durabilidade.


Granalha angular:

  • maior agressividade;
  • maior capacidade de decapagem;
  • maior desgaste e fragmentação.

Dependendo da dureza, as partículas angulares mais macias tendem a arredondar.

  1. 4. Pressão de trabalho excessiva

Uma das causas mais comuns de consumo elevado é a utilização de pressão ou velocidade de projeção excessiva ou o “overblasting”.

Pressões ou velocidades de projeção demasiado elevadas:

  • aumentam energia de impacto;
  • aceleram quebra do abrasivo;
  • aumentam poeiras;
  • desgastam mangueiras, bicos ou componentes das turbinas.

Muitos equipamentos operam acima da pressão ou velocidade de projeção realmente necessária ou com tempos de trabalho excessivos para os níveis de acabamento e rugosidade pretendidos. 

  1. 5. Tipo e estado do equipamento

O consumo de abrasivo é fortemente influenciado por:

  • estado dos componentes das turbinas (ex: distribuidor, palhetas)
  • orientação das turbinas;
  • eficácia das válvulas doseadoras;
  • eficiência da recuperação;
  • limpeza e separação de finos;
  • eficiência da ventilação;
  • outras condições da operação.

Um equipamento mal configurado incrementa a quebra do abrasivo, e consequentemente o consumo por metro quadrado.

  1. 6. Contaminação do abrasivo

Óleos, humidade, sais e contaminantes:

  • reduzem eficiência;
  • alteram fluxo;
  • provocam aglomeração;
  • e aceleram degradação.

Os contaminantes podem comprometer a aderência dos revestimentos posteriores, pelo que o seu controlo e eliminação é de extrema importância. O uso de aditivos como o AMAPURE asseguram a eliminação de óleos e gorduras.

  1. 7. Estado inicial da superfície

O consumo do abrasivo é igualmente influenciado pelo estado inicial das peças.

Assim, superfícies:

  • fortemente corroídas;
  • tintas espessas;
  • ou contaminação severa

exigem naturalmente:

  • maior consumo;
  • maior agressividade;
  • mais tempo de operação;

Neste sentido, existe maior desgaste/consumo do abrasivo para atingir o mesmo grau de limpeza (ISO 8501).

                  Rust
Grade A                                               
Rust
Grade B                                         
Rust
Grade C                                        
Rust
Grade D

  1. 8. Tipo de abrasivo utilizado
  2. As diferenças entre abrasivos recicláveis e não recicláveis é muito expressiva.

Abrasivos não recicláveis

Exemplo:

  • Silicatos/escórias;
  • Minerais naturais.

Caracterizam-se normalmente por:

  • baixo custo inicial;
  • elevado consumo;
  • elevada geração de resíduos.

Abrasivos recicláveis

Exemplo:

  • granalhas metálicas;
  • microesferas vidro;
  • corindo;
  • cerâmicos.

Apresentam:

  • menor consumo específico;
  • menor geração de resíduos;
  • menor custo por m²;
  • e maior estabilidade operacional.

Como calcular o verdadeiro custo por m2?

O preço da granalha ou abrasivo representa uma parte reduzida do custo total da operação. Sendo um dos erros mais comuns, é importante salientar que os custos mais importantes a considerar são:

  • custo por m²;
  • produtividade;
  • reciclabilidade do abrasivo (kg/m²)
  • consumo energético;
  • desgaste dos equipamentos;
  • geração e custo do tratamento de resíduos;
  • e tempo operacional.

Como reduzir o consumo de abrasivo?

Algumas das medidas mais eficazes:

  • selecionar corretamente o abrasivo;
  • otimizar pressão de trabalho ou velocidade de projeção;
  • controlar granulometria inicial e mistura operativa;
  • melhorar recirculação e limpeza;
  • controlar ventilação;
  • monitorizar desgaste das componentes do equipamento;
  • selecionar fornecedor fidedigno.
  • Cumprir com Normas ISO, SAE e AMPP relevantes.


Resumo

O elevado consumo de abrasivo raramente possui apenas uma causa. Normalmente trata-se da combinação entre abrasivo inadequado para a operação, configurações operacionais incorretas, falta de manutenção adequada dos equipamentos e falta de controlo e otimização do processo.

A correta seleção do abrasivo deve considerar:

  • durabilidade,
  • potencial de reutilização,
  • dureza,
  • geometria,
  • qualidade de fabrico,
  • e aplicação específica, nomeadamente o tipo de equipamento


Pode reduzir significativamente:

  • custos operacionais;
  • geração de resíduos;
  • desgaste dos equipamentos;
  • e variabilidade do processo.


Em simultâneo incrementa:

  • produtividade;
  • estabilidade do processo;
  • qualidade da preparação superficial;
  • o desempenho dos revestimentos anticorrosivos.


Na BLASQEM apoiamos os nossos clientes a otimizar processos de tratamento de superfícies através da correta seleção de granalhas e abrasivos, assim como através da manutenção dos seus equipamentos. O entendimento de todos os parâmetros que influenciam o processo é essencial para a melhor seleção das granalhas, abrasivos e os equipamentos da nossa gama destinada ao Tratamento de Superfícies.

Porque “Existem benefícios que apenas um especialista pode oferecer.”



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